Vitamina D3 e a cor da sua pele

A vitamina D3, também conhecida como “vitamina do sol”, tem uma importância fundamental para a manutenção da saúde do corpo. Muitas pessoas, porém, não fazem sequer ideia de que o tom da pele influencia de maneira direta no seu processo de sintetização. Neste artigo, você saberá mais a respeito e também sobre os benefícios dessa importante vitamina.

Como o tom de pele influencia na sintetização da vitamina D3?

A vitamina D3 é sintetizada na pele quando exposta à luz solar. Os raios ultravioletas (UV) transformam o 7–desidrocolesterol na pré-vitamina D3, que posteriormente é modificada no fígado e nos rins, formando o composto biológico ativo.

Entretanto, o tom de pele influencia diretamente na forma como essa pré-vitamina é sintetizada.

Pessoas que possuem o tom de pele mais escuro, o que é causado pela presença maior do pigmento de melanina, tendem a apresentar uma síntese menos eficaz da vitamina.

Qual a finalidade da melanina no corpo?

Existem 3 subtipos de melanina, sendo a mais comum a eumelanina, que é um composto que dá a tonalidade escura da pele. As células que produzem a melanina, chamadas melanócitos, localizam-se na camada inferior da pele que, quando exposta à radiação UV, produzem esse pigmento que faz a pele escurecer ou ficar bronzeada.

A produção da melanina consiste no principal mecanismo de defesa do corpo que, quando exposto em excesso aos raios UV, consiste num dos fatores mais comuns para o surgimento do melanoma (câncer de melanócitos).

O aumento na produção de melanina também forma um “protetor solar natural”, protegendo a hipoderme, uma camada vascular localizada logo abaixo da pele. Estudos mostraram que a melanina é capaz de dissipar mais de 99,9% da radiação UV absorvida através da camada superior da pele.

Qual a relação da melanina e a deficiência da vitamina D3?

Estudos clínicos e epidemiológicos mostraram uma menor incidência de câncer de pele nas pessoas que possuem maior concentração de melanina. Porém, esses estudos mostraram também que, o aumento da melanina naqueles que possuem a pele naturalmente mais escura, ou que se bronzeiam com frequência, são mais propensos a apresentar deficiência na produção da vitamina D.

De acordo com um relatório do CDC (Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos) feito em 2012, 65% das mulheres afro-americanas apresentavam uma deficiência de vitamina D, em comparação a apenas 20% das mulheres caucasianas.

E, afinal, como a falta dessa vitamina pode prejudicar o corpo?

A deficiência de vitamina D3 pode aumentar o risco do desenvolvimento de doenças relacionadas aos ossos (como a osteomalacia e osteoporose), doenças cardiovasculares, diabetes e outras doenças crônicas.

A cor da pele é o principal fator para a divergência da vitamina D, ou seja, pessoas de pele escura precisam de mais exposição ao sol para poder sintetizar a vitamina D. Já as pessoas de pele clara requerem menos luz solar para a produção de quantidades equivalentes de vitamina D3.

Seja por causa da correria do dia a dia, do trabalho ou dos hábitos adquiridos, a maioria das pessoas não toma a quantidade de sol diária necessária para a sintetização da vitamina. Muitas acabam então recorrendo à suplementação como alternativa para amenizar essa deficiência.

Quer saber mais sobre vitaminas e como elas atuam no nosso corpo? Assine nossa newsletter gratuitamente e fique por dentro de muito mais!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MEREDITH, Paul; RIESZ, Jennifer. Radiative relaxation quantum yields for synthetic eumelanin. Photochemistry and photobiology, v. 79, n. 2, p. 211-216, 2004. (Artigo)

BRENNER, Michaela; HEARING, Vincent J. The protective role of melanin against UV damage in human skin. Photochemistry and photobiology, v. 84, n. 3, p. 539-549, 2008. (Artigo)

AGAR, Nita; YOUNG, Antony R. Melanogenesis: a photoprotective response to DNA damage?. Mutation Research/Fundamental and Molecular Mechanisms of Mutagenesis, v. 571, n. 1, p. 121-132, 2005. (Artigo)

VITAMIN D – OFFICE OF DIETARY SUPPLEMENTS. Fact Sheet for Health Professionals. Disponível em: <https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-HealthProfessional/>. Acesso em: 05 de dez. 2016.

MCCARTY, David E. et al. Vitamin D, race, and excessive daytime sleepiness. J Clin Sleep Med, v. 8, n. 6, p. 693-697, 2012. (Artigo)

HARRIS, Susan S. Vitamin D and african americans. The Journal of nutrition, v. 136, n. 4, p. 1126-1129, 2006. (Artigo)

Time formado por redatores com pós graduação e/ou doutorado nas áreas de saúde, dieta, suplementação e/ou treino, além de convidados especialistas em suas áreas.

Vitamina D3 e a cor da sua pele

A vitamina D3, também conhecida como “vitamina do sol”, tem uma importância fundamental para a manutenção da saúde do corpo. Muitas pessoas, porém, não fazem sequer ideia de que o tom da pele influencia de maneira direta no seu processo de sintetização. Neste artigo, você saberá mais a respeito e também sobre os benefícios dessa importante vitamina.

Como o tom de pele influencia na sintetização da vitamina D3?

A vitamina D3 é sintetizada na pele quando exposta à luz solar. Os raios ultravioletas (UV) transformam o 7–desidrocolesterol na pré-vitamina D3, que posteriormente é modificada no fígado e nos rins, formando o composto biológico ativo.

Entretanto, o tom de pele influencia diretamente na forma como essa pré-vitamina é sintetizada.

Pessoas que possuem o tom de pele mais escuro, o que é causado pela presença maior do pigmento de melanina, tendem a apresentar uma síntese menos eficaz da vitamina.

Qual a finalidade da melanina no corpo?

Existem 3 subtipos de melanina, sendo a mais comum a eumelanina, que é um composto que dá a tonalidade escura da pele. As células que produzem a melanina, chamadas melanócitos, localizam-se na camada inferior da pele que, quando exposta à radiação UV, produzem esse pigmento que faz a pele escurecer ou ficar bronzeada.

A produção da melanina consiste no principal mecanismo de defesa do corpo que, quando exposto em excesso aos raios UV, consiste num dos fatores mais comuns para o surgimento do melanoma (câncer de melanócitos).

O aumento na produção de melanina também forma um “protetor solar natural”, protegendo a hipoderme, uma camada vascular localizada logo abaixo da pele. Estudos mostraram que a melanina é capaz de dissipar mais de 99,9% da radiação UV absorvida através da camada superior da pele.

Qual a relação da melanina e a deficiência da vitamina D3?

Estudos clínicos e epidemiológicos mostraram uma menor incidência de câncer de pele nas pessoas que possuem maior concentração de melanina. Porém, esses estudos mostraram também que, o aumento da melanina naqueles que possuem a pele naturalmente mais escura, ou que se bronzeiam com frequência, são mais propensos a apresentar deficiência na produção da vitamina D.

De acordo com um relatório do CDC (Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos) feito em 2012, 65% das mulheres afro-americanas apresentavam uma deficiência de vitamina D, em comparação a apenas 20% das mulheres caucasianas.

E, afinal, como a falta dessa vitamina pode prejudicar o corpo?

A deficiência de vitamina D3 pode aumentar o risco do desenvolvimento de doenças relacionadas aos ossos (como a osteomalacia e osteoporose), doenças cardiovasculares, diabetes e outras doenças crônicas.

A cor da pele é o principal fator para a divergência da vitamina D, ou seja, pessoas de pele escura precisam de mais exposição ao sol para poder sintetizar a vitamina D. Já as pessoas de pele clara requerem menos luz solar para a produção de quantidades equivalentes de vitamina D3.

Seja por causa da correria do dia a dia, do trabalho ou dos hábitos adquiridos, a maioria das pessoas não toma a quantidade de sol diária necessária para a sintetização da vitamina. Muitas acabam então recorrendo à suplementação como alternativa para amenizar essa deficiência.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MEREDITH, Paul; RIESZ, Jennifer. Radiative relaxation quantum yields for synthetic eumelanin. Photochemistry and photobiology, v. 79, n. 2, p. 211-216, 2004. (Artigo)

BRENNER, Michaela; HEARING, Vincent J. The protective role of melanin against UV damage in human skin. Photochemistry and photobiology, v. 84, n. 3, p. 539-549, 2008. (Artigo)

AGAR, Nita; YOUNG, Antony R. Melanogenesis: a photoprotective response to DNA damage?. Mutation Research/Fundamental and Molecular Mechanisms of Mutagenesis, v. 571, n. 1, p. 121-132, 2005. (Artigo)

VITAMIN D – OFFICE OF DIETARY SUPPLEMENTS. Fact Sheet for Health Professionals. Disponível em: <https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-HealthProfessional/>. Acesso em: 05 de dez. 2016.

MCCARTY, David E. et al. Vitamin D, race, and excessive daytime sleepiness. J Clin Sleep Med, v. 8, n. 6, p. 693-697, 2012. (Artigo)

HARRIS, Susan S. Vitamin D and african americans. The Journal of nutrition, v. 136, n. 4, p. 1126-1129, 2006. (Artigo)

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