Suplementos de ginseng testados têm divergências nos rótulos

Será que os produtos à base de ginseng encontrados no mercado contém em sua formulação o mesmo que é indicado em seus rótulos? Nós testamos em laboratório dos EUA os suplementos de ginseng mais vendidos. Confira quais foram as divergências encontradas em relação aos rótulos dos produtos testados.

Sobre o ranking feito pela Labdoor dos EUA

A sede americana da Labdoor disponibilizou um novo ranking de suplementos de ginseng on-line, revelando o resultado dos testes realizados por ela. “O nosso propósito é ajudar os consumidores a identificar os suplementos de ginseng de maior qualidade encontrados no mercado”, explicou Neil Thanedar, CEO da Labdoor.

A Labdoor americana realizou testes para verificar a quantidade de ginsenoside, resíduos de pesticidas e o acúmulo de metais pesados presente nos 20 suplementos de ginseng mais vendidos nos EUA.

Descobriu-se que muitos dos suplementos de ginseng mais populares do mercado apresentavam quantidades reais de ingredientes ativos que se diferenciaram significativamente da quantidade que seus rótulos anunciavam.

Benefícios associados ao ginseng

O ginseng é usado há séculos, devido às suas propriedades medicinais. Porém, apenas recentemente os testes feitos em laboratórios começaram a legitimar alguns desses usos. Os ginsenosídeos consistem em um conjunto de compostos ativos responsáveis ​​pela maioria dos benefícios clínicos do ginseng asiático e americano.

Entre os benefícios do ginseng, foi descoberto que o ginseng Asiático (Panax) é útil quando usado como um estimulante mental, combatendo a fadiga e melhorando o desempenho mental. Alguns estudos ainda presumem que esta propriedade pode ser favorável na resistência à deterioração mental que acompanha a doença de Alzheimer.

Além disso, o ginseng asiático também pode ser útil para o tratamento da disfunção erétil, além de aumentar a excitação sexual em mulheres.

Já o ginseng americano possui uma forma diferente de utilização, devido à sua composição específica de ginsenosides. Entre eles, está a manutenção dos níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo II. Ambos os tipos foram considerados eficazes na prevenção e redução dos sintomas de gripes e resfriados.

As diferenças entre os rótulos e o conteúdo real

“A classificação dos ginsengs feita pela Labdoor revelam como os rótulos dos suplementos podem ser inexatos e não apresentarem a clareza esperada.”, disse Thanedar. “Dentre os 20 produtos testados, 9 não especificaram a quantidade existente de ginsenoside como ingrediente ativo”.

Dos 11 produtos que indicaram o teor de ginsenoside, as quantidades encontradas se diferenciaram dos rótulos em média 62%. Além disso, 3 produtos registraram mais que o dobro da quantidade de ginsenoside que seus rótulos alegavam. Por outro lado, um produto continha apenas 69% da quantidade de ginsenoside indicada em seu rótulo.

O uso do ginseng traz efeitos colaterais?

Atualmente, não há um limite seguro estabelecido para o consumo do ginseng.

“Porém, todos os produtos testados estavam dentro dos níveis seguros verificados, conforme descrito na pesquisa”. Afirmou Thanedar. “Todos os produtos passaram também por testes para identificar resíduos de metais pesados e pesticidas”.

Os efeitos colaterais mais comuns relatados pelo uso do ginseng incluem:

  • insônia
  • disfunção gastrointestinal
  • hipertensão arterial
  • hipoglicemia
  • sangramento vaginal

O ginseng também é conhecido por sua capacidade de interagir de forma perigosa com outras ervas, suplementos e medicamentos. Por esse motivo, ele deve ser consumido sob a supervisão de um médico, levando em conta outros tratamentos ou quaisquer condições médicas diagnosticadas.

Concluindo

Esse relatório da Labdoor foi projetado para ajudar os consumidores a encontrar suplementos de ginseng seguros e eficazes. A Labdoor publica em seu site os dados a respeito dos ingredientes ativos e prováveis substâncias contaminantes.

As classificações de “Qualidade” e “Preço” também estão disponíveis para que os consumidores possam classificar e selecionar os produtos, de acordo com o seu interesse.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NATURAL MEDICINES DATABASE. Ginseng, Panax. Disponível em: < https://naturalmedicines.therapeuticresearch.com/databases/food,-herbs-supplements/professional.aspx?productid=1000>. Acesso em 13 de fev. 2017.

NATURAL MEDICINES DATABASE. American Ginseng. Disponível em: < https://naturalmedicines.therapeuticresearch.com/databases/food,-herbs-supplements/professional.aspx?productid=967>. Acesso em 13 de fev. 2017.

QI, Lian-Wen; WANG, Chong-Zhi; YUAN, Chun-Su. Ginsenosides from American ginseng: chemical and pharmacological diversity. Phytochemistry, v. 72, n. 8, p. 689-699, 2011. (Artigo)

UNIVERSITY OF MARYLAND MEDICAL CENTER. Asian Ginseng. Disponível em: < http://umm.edu/health/medical/altmed/herb/asian-ginseng >. Acesso em 13 de fev. 2017.

YUAN, Chun-Su; WU, Ji An; OSINSKI, Joachim. Ginsenoside variability in American ginseng samples. The American journal of clinical nutrition, v. 75, n. 3, p. 600-601, 2002. (Artigo)

 

Time formado por redatores com pós graduação e/ou doutorado nas áreas de saúde, dieta, suplementação e/ou treino, além de convidados especialistas em suas áreas.

Suplementos de ginseng testados têm divergências nos rótulos

Será que os produtos à base de ginseng encontrados no mercado contém em sua formulação o mesmo que é indicado em seus rótulos? Nós testamos em laboratório dos EUA os suplementos de ginseng mais vendidos. Confira quais foram as divergências encontradas em relação aos rótulos dos produtos testados.

Sobre o ranking feito pela Labdoor dos EUA

A sede americana da Labdoor disponibilizou um novo ranking de suplementos de ginseng on-line, revelando o resultado dos testes realizados por ela. “O nosso propósito é ajudar os consumidores a identificar os suplementos de ginseng de maior qualidade encontrados no mercado”, explicou Neil Thanedar, CEO da Labdoor.

A Labdoor americana realizou testes para verificar a quantidade de ginsenoside, resíduos de pesticidas e o acúmulo de metais pesados presente nos 20 suplementos de ginseng mais vendidos nos EUA.

Descobriu-se que muitos dos suplementos de ginseng mais populares do mercado apresentavam quantidades reais de ingredientes ativos que se diferenciaram significativamente da quantidade que seus rótulos anunciavam.

Benefícios associados ao ginseng

O ginseng é usado há séculos, devido às suas propriedades medicinais. Porém, apenas recentemente os testes feitos em laboratórios começaram a legitimar alguns desses usos. Os ginsenosídeos consistem em um conjunto de compostos ativos responsáveis ​​pela maioria dos benefícios clínicos do ginseng asiático e americano.

Entre os benefícios do ginseng, foi descoberto que o ginseng Asiático (Panax) é útil quando usado como um estimulante mental, combatendo a fadiga e melhorando o desempenho mental. Alguns estudos ainda presumem que esta propriedade pode ser favorável na resistência à deterioração mental que acompanha a doença de Alzheimer.

Além disso, o ginseng asiático também pode ser útil para o tratamento da disfunção erétil, além de aumentar a excitação sexual em mulheres.

Já o ginseng americano possui uma forma diferente de utilização, devido à sua composição específica de ginsenosides. Entre eles, está a manutenção dos níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo II. Ambos os tipos foram considerados eficazes na prevenção e redução dos sintomas de gripes e resfriados.

As diferenças entre os rótulos e o conteúdo real

“A classificação dos ginsengs feita pela Labdoor revelam como os rótulos dos suplementos podem ser inexatos e não apresentarem a clareza esperada.”, disse Thanedar. “Dentre os 20 produtos testados, 9 não especificaram a quantidade existente de ginsenoside como ingrediente ativo”.

Dos 11 produtos que indicaram o teor de ginsenoside, as quantidades encontradas se diferenciaram dos rótulos em média 62%. Além disso, 3 produtos registraram mais que o dobro da quantidade de ginsenoside que seus rótulos alegavam. Por outro lado, um produto continha apenas 69% da quantidade de ginsenoside indicada em seu rótulo.

O uso do ginseng traz efeitos colaterais?

Atualmente, não há um limite seguro estabelecido para o consumo do ginseng.

“Porém, todos os produtos testados estavam dentro dos níveis seguros verificados, conforme descrito na pesquisa”. Afirmou Thanedar. “Todos os produtos passaram também por testes para identificar resíduos de metais pesados e pesticidas”.

Os efeitos colaterais mais comuns relatados pelo uso do ginseng incluem:

  • insônia
  • disfunção gastrointestinal
  • hipertensão arterial
  • hipoglicemia
  • sangramento vaginal

O ginseng também é conhecido por sua capacidade de interagir de forma perigosa com outras ervas, suplementos e medicamentos. Por esse motivo, ele deve ser consumido sob a supervisão de um médico, levando em conta outros tratamentos ou quaisquer condições médicas diagnosticadas.

Concluindo

Esse relatório da Labdoor foi projetado para ajudar os consumidores a encontrar suplementos de ginseng seguros e eficazes. A Labdoor publica em seu site os dados a respeito dos ingredientes ativos e prováveis substâncias contaminantes.

As classificações de “Qualidade” e “Preço” também estão disponíveis para que os consumidores possam classificar e selecionar os produtos, de acordo com o seu interesse.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NATURAL MEDICINES DATABASE. Ginseng, Panax. Disponível em: < https://naturalmedicines.therapeuticresearch.com/databases/food,-herbs-supplements/professional.aspx?productid=1000>. Acesso em 13 de fev. 2017.

NATURAL MEDICINES DATABASE. American Ginseng. Disponível em: < https://naturalmedicines.therapeuticresearch.com/databases/food,-herbs-supplements/professional.aspx?productid=967>. Acesso em 13 de fev. 2017.

QI, Lian-Wen; WANG, Chong-Zhi; YUAN, Chun-Su. Ginsenosides from American ginseng: chemical and pharmacological diversity. Phytochemistry, v. 72, n. 8, p. 689-699, 2011. (Artigo)

UNIVERSITY OF MARYLAND MEDICAL CENTER. Asian Ginseng. Disponível em: < http://umm.edu/health/medical/altmed/herb/asian-ginseng >. Acesso em 13 de fev. 2017.

YUAN, Chun-Su; WU, Ji An; OSINSKI, Joachim. Ginsenoside variability in American ginseng samples. The American journal of clinical nutrition, v. 75, n. 3, p. 600-601, 2002. (Artigo)

 

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