Sintomas do estresse: identifique o problema antes que ele saia do controle

Muitas vezes estamos tão envolvidos na rotina que os sintomas do estresse passam desapercebidos. Aprenda a identificá-los cedo e evitar maiores consequências para o corpo e a  mente.

O que é o estresse?

O estresse é uma reação de adaptação e proteção que o organismo tem em situações que podem ser perigosas e nocivas. Ele pode provocar respostas fisiológicas cuja função é preparar o corpo para luta ou fuga.

Leia também: Os possíveis benefícios dos probióticos para o cérebro e o humor

As quatro fases do estresse

Primeira fase: O alerta

É  quando o organismo reconhece o estressor e se prepara para a luta e fuga através da liberação dos hormônios adrenalina, noradrenalina e cortisol, que aumentam a frequência cardíaca, a pressão arterial e a frequência respiratória, dilatam a pupila, aumenta a transpiração e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão e reduzem a imunidade.

Segunda fase: A resistência

Há um aumento da liberação dos hormônios adrenocorticóides e do córtex adrenal para que o organismo suporte o estresse por mais tempo tentando se habituar a este estímulo ou nova situação para voltar ao equilíbrio. Nesta fase costumam surgir manifestações como ansiedade, medo, insônia, mudanças de humor, irritabilidade, redução do desejo sexual, isolamento social e oscilação do apetite.

Terceira fase: Pré-exaustão

Enfermidades começam a aparecer, mas ainda não são tão graves quanto na próxima fase.

Quarta fase: Exaustão

É onde há resistência do estressor e a fase do alerta se reinicia, porém, o organismo, já desgastado e deteriorado, reduz de maneira acentuada a capacidade adaptativa do corpo e sofre manifestações em forma de doenças em órgãos-alvos, ou seja, onde já havia predisposição. As mais comuns são:

  • Úlceras gástricas
  • Hipertensão arterial
  • Crise de pânico
  • Artrites
  • Lesão do músculo cardíaco
  • Herpes
  • Resistência à insulina
  • Problemas de pele
  • Infecções e inflamações repetitivas
  • Aumento de triglicérides
  • Aumento do risco de osteoporose
  • Lúpus
  • Neoplasias

Sintomas do estresse

Aprenda a identificar os sintomas do estresse

Muitas vezes, nos envolvemos tanto com o dia a dia que não percebemos que estamos estressados. E quando menos esperamos adoecemos. Fique atento aos sintomas do estresse nas primeiras fases do mal e coloque-o sob controle antes que ele tenha estragos maiores no organismo:

  • Falta de energia e entusiasmo
  • Sensação de esgotamento e frustração
  • Aumento da ansiedade e irritabilidade
  • Angústia e vontade de chorar
  • Tensão muscular e dores de cabeça e no corpo
  • Insônia
  • Preocupação excessiva e dificuldade para se organizar e concentrar
  • Mudanças de humor
  • Mudanças na ingestão de alimentos (compulsão ou anorexia)
  • Azia e náuseas
  • Alteração no trânsito intestinal (prisão de ventre ou diarreia)
  • Suor excessivo
  • Taquicardia e aumento da pressão arterial
  • Aperto de mandíbula e ranger dos dentes
  • Disfunção ou falta de interesse sexual
  • Alterações menstruais
  • Gripes e resfriados com maior frequência
  • Alergias e erupções na pele
  • Aumento do consumo de bebidas alcoólicas e cigarro

Leia também: Felicidade é essencial para manter o corpo saudável

Estratégias para reduzir o estresse

Não existe uma receita que ajude em todos os casos. Cada indivíduo responde de uma forma diferente a cada um dos tópicos abaixo. É importante encontrar a melhor válvula de escape e incluí-la com regularidade na rotina.

  • Técnicas de respiração e meditação (existem alguns aplicativos e vídeos no Youtube que auxiliam iniciantes na prática)
  • Ioga
  • Exercício físico frequente
  • Músicas relaxantes
  • Atividades lúdicas e artísticas
  • Definir uma rotina matinal prazerosa e tranquila
  • Massoterapia e aromaterapia com óleos essenciais – lavanda, calêndula, alfazema.
  • Chás calmantes (camomila, erva doce)
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros
  • Reduzir o consumo de cafeína e bebidas energéticas
  • Alimentação equilibrada e saudável – os nutrientes citados abaixo são excelentes para o estresse e a depressão.
    • Ômega 3 (peixes de águas frias – arenque, sardinha, salmão, cavala e atum, e através de cápsulas de ômega 3)
    • Magnésio (banana, abacate, beterraba, quiabo, amêndoas, nozes)
    • Triptofano (peixe, aves, abóbora, banana, manga, arroz integral, feijão)
    • Zinco (carne vermelha, leite e derivados, feijões, castanha de caju e amêndoas)
    • Vitamina do complexo B (proteínas animais, leguminosas, hortaliças e frutas)
    • Vitamina D

Saiba Mais: Meditação mindfulness ajuda a dormir melhor e eliminar o estresse

Referência

ARALDI-FAVASSA, C. T.; ARMILIATO, N.; KALININE, I. Aspectos fisiológicos e psicológicos do estresse. Revista de Psicologia da UnC; 2 (2): 84-92, 2005. 

BAUER, M. E. Estresse: como ele abala as defesas do corpo?. Ciência Hoje; 30 (179), 2002. 

FARIAS, S. M. C.; TEIXEIRA, O. L. C.; MOREIRA, W.; OLIVEIRA, M. A. F.; PEREIRA, M. O. Caracterização dos sintomas físicos de estresse na equipe de pronto atendimento. Ver Es Enferm USP; 45 (3): 722-9, 2011.

MORAES, M. G. Aptidão física e síndrome de Bunour: um estudo com professores e médicos. Dissertação (Mestre). Universidade Estadual Paulista. 49 f . Faculdade de Engenharia – Bauru, 2017. 

NEVES, A. R. Técnicas de respiração para a redução do estresse em terapia cognitivo-comportamental. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo; 56 (3): 158-68, 2011. 

NODARI, N. L.; FLOR, S. R. A.; RIBEIRO, A. S.; CARVALHO, G. J. R. Estresse, conceitos, manifestações e avaliação em saúde: revisão de literatura. Revista Saúde e Desenvolvimento Humano; 2 (1): 61-74, 2014. 

PAGANINI, T.; SILVA, Y. F. O uso da aromaterapia no combate ao estresse. Arq Cienc Saúde Unipar; 18 (1): 43-49, 2014. 

SEZINI, A. M.; GIL, C. S. G. C. Nutrientes e depressão. Vita et Sanitas; 8: 39-57, 2014. 

SILVA, M. G.; BARROS, B. P. Percepção de estresse de servidores na atenção básica de saúde de Dourados – MS. Saúde em Redes; 1 (4): 35-52, 2015.
Writing Labdoor

Time formado por redatores com pós graduação e/ou doutorado nas áreas de saúde, dieta, suplementação e/ou treino, além de convidados especialistas em suas áreas.

Sintomas do estresse: identifique o problema antes que ele saia do controle

Muitas vezes estamos tão envolvidos na rotina que os sintomas do estresse passam desapercebidos. Aprenda a identificá-los cedo e evitar maiores consequências para o corpo e a  mente.

O que é o estresse?

O estresse é uma reação de adaptação e proteção que o organismo tem em situações que podem ser perigosas e nocivas. Ele pode provocar respostas fisiológicas cuja função é preparar o corpo para luta ou fuga.

Leia também: Os possíveis benefícios dos probióticos para o cérebro e o humor

As quatro fases do estresse

Primeira fase: O alerta

É  quando o organismo reconhece o estressor e se prepara para a luta e fuga através da liberação dos hormônios adrenalina, noradrenalina e cortisol, que aumentam a frequência cardíaca, a pressão arterial e a frequência respiratória, dilatam a pupila, aumenta a transpiração e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão e reduzem a imunidade.

Segunda fase: A resistência

Há um aumento da liberação dos hormônios adrenocorticóides e do córtex adrenal para que o organismo suporte o estresse por mais tempo tentando se habituar a este estímulo ou nova situação para voltar ao equilíbrio. Nesta fase costumam surgir manifestações como ansiedade, medo, insônia, mudanças de humor, irritabilidade, redução do desejo sexual, isolamento social e oscilação do apetite.

Terceira fase: Pré-exaustão

Enfermidades começam a aparecer, mas ainda não são tão graves quanto na próxima fase.

Quarta fase: Exaustão

É onde há resistência do estressor e a fase do alerta se reinicia, porém, o organismo, já desgastado e deteriorado, reduz de maneira acentuada a capacidade adaptativa do corpo e sofre manifestações em forma de doenças em órgãos-alvos, ou seja, onde já havia predisposição. As mais comuns são:

  • Úlceras gástricas
  • Hipertensão arterial
  • Crise de pânico
  • Artrites
  • Lesão do músculo cardíaco
  • Herpes
  • Resistência à insulina
  • Problemas de pele
  • Infecções e inflamações repetitivas
  • Aumento de triglicérides
  • Aumento do risco de osteoporose
  • Lúpus
  • Neoplasias

Sintomas do estresse

Aprenda a identificar os sintomas do estresse

Muitas vezes, nos envolvemos tanto com o dia a dia que não percebemos que estamos estressados. E quando menos esperamos adoecemos. Fique atento aos sintomas do estresse nas primeiras fases do mal e coloque-o sob controle antes que ele tenha estragos maiores no organismo:

  • Falta de energia e entusiasmo
  • Sensação de esgotamento e frustração
  • Aumento da ansiedade e irritabilidade
  • Angústia e vontade de chorar
  • Tensão muscular e dores de cabeça e no corpo
  • Insônia
  • Preocupação excessiva e dificuldade para se organizar e concentrar
  • Mudanças de humor
  • Mudanças na ingestão de alimentos (compulsão ou anorexia)
  • Azia e náuseas
  • Alteração no trânsito intestinal (prisão de ventre ou diarreia)
  • Suor excessivo
  • Taquicardia e aumento da pressão arterial
  • Aperto de mandíbula e ranger dos dentes
  • Disfunção ou falta de interesse sexual
  • Alterações menstruais
  • Gripes e resfriados com maior frequência
  • Alergias e erupções na pele
  • Aumento do consumo de bebidas alcoólicas e cigarro

Leia também: Felicidade é essencial para manter o corpo saudável

Estratégias para reduzir o estresse

Não existe uma receita que ajude em todos os casos. Cada indivíduo responde de uma forma diferente a cada um dos tópicos abaixo. É importante encontrar a melhor válvula de escape e incluí-la com regularidade na rotina.

  • Técnicas de respiração e meditação (existem alguns aplicativos e vídeos no Youtube que auxiliam iniciantes na prática)
  • Ioga
  • Exercício físico frequente
  • Músicas relaxantes
  • Atividades lúdicas e artísticas
  • Definir uma rotina matinal prazerosa e tranquila
  • Massoterapia e aromaterapia com óleos essenciais – lavanda, calêndula, alfazema.
  • Chás calmantes (camomila, erva doce)
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros
  • Reduzir o consumo de cafeína e bebidas energéticas
  • Alimentação equilibrada e saudável – os nutrientes citados abaixo são excelentes para o estresse e a depressão.
    • Ômega 3 (peixes de águas frias – arenque, sardinha, salmão, cavala e atum, e através de cápsulas de ômega 3)
    • Magnésio (banana, abacate, beterraba, quiabo, amêndoas, nozes)
    • Triptofano (peixe, aves, abóbora, banana, manga, arroz integral, feijão)
    • Zinco (carne vermelha, leite e derivados, feijões, castanha de caju e amêndoas)
    • Vitamina do complexo B (proteínas animais, leguminosas, hortaliças e frutas)
    • Vitamina D

Saiba Mais: Meditação mindfulness ajuda a dormir melhor e eliminar o estresse

Referência

ARALDI-FAVASSA, C. T.; ARMILIATO, N.; KALININE, I. Aspectos fisiológicos e psicológicos do estresse. Revista de Psicologia da UnC; 2 (2): 84-92, 2005. 

BAUER, M. E. Estresse: como ele abala as defesas do corpo?. Ciência Hoje; 30 (179), 2002. 

FARIAS, S. M. C.; TEIXEIRA, O. L. C.; MOREIRA, W.; OLIVEIRA, M. A. F.; PEREIRA, M. O. Caracterização dos sintomas físicos de estresse na equipe de pronto atendimento. Ver Es Enferm USP; 45 (3): 722-9, 2011.

MORAES, M. G. Aptidão física e síndrome de Bunour: um estudo com professores e médicos. Dissertação (Mestre). Universidade Estadual Paulista. 49 f . Faculdade de Engenharia – Bauru, 2017. 

NEVES, A. R. Técnicas de respiração para a redução do estresse em terapia cognitivo-comportamental. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo; 56 (3): 158-68, 2011. 

NODARI, N. L.; FLOR, S. R. A.; RIBEIRO, A. S.; CARVALHO, G. J. R. Estresse, conceitos, manifestações e avaliação em saúde: revisão de literatura. Revista Saúde e Desenvolvimento Humano; 2 (1): 61-74, 2014. 

PAGANINI, T.; SILVA, Y. F. O uso da aromaterapia no combate ao estresse. Arq Cienc Saúde Unipar; 18 (1): 43-49, 2014. 

SEZINI, A. M.; GIL, C. S. G. C. Nutrientes e depressão. Vita et Sanitas; 8: 39-57, 2014. 

SILVA, M. G.; BARROS, B. P. Percepção de estresse de servidores na atenção básica de saúde de Dourados – MS. Saúde em Redes; 1 (4): 35-52, 2015.

Assine a Revista Labdoor

Scroll to top