Lucro e qualidade de vida no trabalho: estratégias que podem andar juntas

Por muito tempo se pensou que para promover uma melhor qualidade de vida no trabalho era preciso abrir mão de parte dos lucros corporativos. Conforme o comportamento entre mercado e consumidor vai mudando ao longo dos anos, a relação entre empresa e funcionários tende a pedir uma evolução em seus conceitos.

A demanda hoje é que a empresa entenda os colaboradores como seus aliados na entrega de resultados, já que são eles que fazem a maior parte do serviço. Por isso, o foco da gestão de pessoas deve estar em humanizar o sistema trabalhista para que eles se tornem cada vez mais motivados e produtivos.

Quando falamos em qualidade de vida no trabalho [1], estamos falando dos níveis de felicidade e satisfação que o trabalhador tem em relação a sua própria carreira. Ou seja, quanto mais o empregado se sente bem na sua função e tem nela correspondidas as suas expectativas, maior a sua motivação em desempenhar aquele trabalho e maior a sua produtividade.

Hoje, dentro dos departamentos de Gestão Pessoal fala-se muito em entender o ser humano como alguém que carrega “ambições, sentimentos, expectativas, que se envolve e busca crescimento dentro daquilo que realiza” [2].

É somente quando essas necessidades e desejos são satisfeitos dentro da empresa que o indivíduo passa a ter qualidade de vida, afinal de contas a maioria dos colaboradores passa a maior parte dos seus dias no trabalho [3].

Pensando nisso, muitas empresas oferecem benefícios inovadores, que não demandam muito investimento (não prejudicando os lucros), mas que ajudam a aumentar a satisfação e a produtividade dos colaboradores, aumentando os lucros.

Um exemplo disso é a Google, na empresa, os funcionários contam com salas de jogos, não têm mesa fixa, é permitida a entrada de crianças e animais de estimação, os horários de entrada e saída também não são fixos – as demandas e remunerações são feitas por produtividade – e férias quando sentir necessidade.

Além disso, a equipe tem espaço para dar sugestões, opinar e se sentir parte da corporação. Como fruto disso, a Google conta com trabalhadores que fazem horas a mais do que o estipulado e entregam resultados satisfatórios. Em 2015, o lucro foi de U$S 3,97 bilhões, o que representou um crescimento de quase 50% naquele ano, segundo relatório divulgado pela companhia.

Um número crescente de empresas vem adotando medidas como essas, e não só nas grandes companhias do Vale do Silício. No Brasil, muitas empresas têm pensado em soluções que beneficiem os dois lados. Na maioria das vezes são medidas simples, como férias a qualquer momento, horários flexíveis e ambiente descontraído. Mas algumas empresas oferecem também recursos mais complexos, que demandam estrutura e investimento.

Por exemplo, academias e vestiários dentro das empresas ou conveniadas, facilitando ao funcionário manter uma rotina de treino adequada. Outras empresas possuem refeitório próprio, permitindo que o empregado possa trazer sua própria refeição feita em casa, mantendo assim uma dieta mais saudável do que a comida oferecida na maioria dos restaurantes.

O fato é que o mercado tem se tornado cada vez mais competitivo e a demanda por profissionais qualificados é alta. De certa forma, ignorar ações de melhoria na qualidade de trabalho é correr um sério risco, pela simples razão que o conceito de saúde e bem-estar está se tornando o diferencial entre empresas de alta e de baixa produtividade [2].

Portanto, a tendência é que se estabeleça uma relação saudável entre lucro e a saúde e bem-estar dos colaboradores para que haja sucesso e resultados positivos para as companhias.

Quer receber mais dicas de como melhorar a qualidade de vida no seu trabalho ou fora dele? Então cadastre seu e-mail em nossa newsletter gratuita!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] BARBOSA, Carla Valéria. Qualidade de vida no trabalho. Revista Interatividade, v. 4, n. 1, p. 27-37, 2016.

[2] PEREIRA, Irajane Chaves. Qualidade de vida no trabalho: análise na percepção dos colaboradores da construtora Rocha Cavalcante em Campina Grande. 2014.

[3] DE SOUZA, Erika Barboza. Competitividade empresarial, gestão de pessoas e controle social: para pensar os dilemas da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Revista Espaço Acadêmico, v. 15, n. 172, p. 113-123, 2015.
Time formado por redatores com pós graduação e/ou doutorado nas áreas de saúde, dieta, suplementação e/ou treino, além de convidados especialistas em suas áreas.

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Lucro e qualidade de vida no trabalho: estratégias que podem andar juntas

Por muito tempo se pensou que para promover uma melhor qualidade de vida no trabalho era preciso abrir mão de parte dos lucros corporativos. Conforme o comportamento entre mercado e consumidor vai mudando ao longo dos anos, a relação entre empresa e funcionários tende a pedir uma evolução em seus conceitos.

A demanda hoje é que a empresa entenda os colaboradores como seus aliados na entrega de resultados, já que são eles que fazem a maior parte do serviço. Por isso, o foco da gestão de pessoas deve estar em humanizar o sistema trabalhista para que eles se tornem cada vez mais motivados e produtivos.

Quando falamos em qualidade de vida no trabalho [1], estamos falando dos níveis de felicidade e satisfação que o trabalhador tem em relação a sua própria carreira. Ou seja, quanto mais o empregado se sente bem na sua função e tem nela correspondidas as suas expectativas, maior a sua motivação em desempenhar aquele trabalho e maior a sua produtividade.

Hoje, dentro dos departamentos de Gestão Pessoal fala-se muito em entender o ser humano como alguém que carrega “ambições, sentimentos, expectativas, que se envolve e busca crescimento dentro daquilo que realiza” [2].

É somente quando essas necessidades e desejos são satisfeitos dentro da empresa que o indivíduo passa a ter qualidade de vida, afinal de contas a maioria dos colaboradores passa a maior parte dos seus dias no trabalho [3].

Pensando nisso, muitas empresas oferecem benefícios inovadores, que não demandam muito investimento (não prejudicando os lucros), mas que ajudam a aumentar a satisfação e a produtividade dos colaboradores, aumentando os lucros.

Um exemplo disso é a Google, na empresa, os funcionários contam com salas de jogos, não têm mesa fixa, é permitida a entrada de crianças e animais de estimação, os horários de entrada e saída também não são fixos – as demandas e remunerações são feitas por produtividade – e férias quando sentir necessidade.

Além disso, a equipe tem espaço para dar sugestões, opinar e se sentir parte da corporação. Como fruto disso, a Google conta com trabalhadores que fazem horas a mais do que o estipulado e entregam resultados satisfatórios. Em 2015, o lucro foi de U$S 3,97 bilhões, o que representou um crescimento de quase 50% naquele ano, segundo relatório divulgado pela companhia.

Um número crescente de empresas vem adotando medidas como essas, e não só nas grandes companhias do Vale do Silício. No Brasil, muitas empresas têm pensado em soluções que beneficiem os dois lados. Na maioria das vezes são medidas simples, como férias a qualquer momento, horários flexíveis e ambiente descontraído. Mas algumas empresas oferecem também recursos mais complexos, que demandam estrutura e investimento.

Por exemplo, academias e vestiários dentro das empresas ou conveniadas, facilitando ao funcionário manter uma rotina de treino adequada. Outras empresas possuem refeitório próprio, permitindo que o empregado possa trazer sua própria refeição feita em casa, mantendo assim uma dieta mais saudável do que a comida oferecida na maioria dos restaurantes.

O fato é que o mercado tem se tornado cada vez mais competitivo e a demanda por profissionais qualificados é alta. De certa forma, ignorar ações de melhoria na qualidade de trabalho é correr um sério risco, pela simples razão que o conceito de saúde e bem-estar está se tornando o diferencial entre empresas de alta e de baixa produtividade [2].

Portanto, a tendência é que se estabeleça uma relação saudável entre lucro e a saúde e bem-estar dos colaboradores para que haja sucesso e resultados positivos para as companhias.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] BARBOSA, Carla Valéria. Qualidade de vida no trabalho. Revista Interatividade, v. 4, n. 1, p. 27-37, 2016.

[2] PEREIRA, Irajane Chaves. Qualidade de vida no trabalho: análise na percepção dos colaboradores da construtora Rocha Cavalcante em Campina Grande. 2014.

[3] DE SOUZA, Erika Barboza. Competitividade empresarial, gestão de pessoas e controle social: para pensar os dilemas da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Revista Espaço Acadêmico, v. 15, n. 172, p. 113-123, 2015.

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