Saiba qual o melhor indicador de longevidade

O Índice de Massa Corporal (IMC), uma medida baseada na gordura do corpo com altura e peso, já foi considerado, por muito tempo, um indicador confiável para riscos de doenças e, portanto, para a longevidade. Estudos mais recentes, no entanto, encontraram um indicador ainda melhor para a longevidade.

De acordo com a agência Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos , uma pessoa encaixada na categoria “Obesa” possui grandes chances de contrair doenças cardiovasculares (doenças coronárias, derrame e pressão alta), diabetes tipo 2, câncer (endometrial, de mama e cólon), colesterol alto, doenças na vesícula biliar e fígado, e outros distúrbios.

Como calcular o IMC

O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo, se o seu peso for 80kg e a sua altura for 1,80m, a fórmula para calcular o IMC ficará:

IMC = 80 ÷ 1,80²
IMC = 80 ÷ 3,24
IMC = 24,69

Você pode utilizar a tabela de IMC abaixo para consultar o seu resultado:

Resultado Situação
Abaixo de 17 Muito abaixo do peso
Entre 17 e 18,49 Abaixo do peso
Entre 18,5 e 24,99 Peso normal
Entre 25 e 29,99 Acima do peso
Entre 30 e 34,99 Obesidade grau I
Entre 35 e 39,99 Obesidade grau II (severa)
Acima de 40 Obesidade grau III (mórbida)

O melhor indicador de longevidade

Os médicos podem usar, com frequência, o IMC como um diagnóstico para medir a obesidade e para recomendar dietas alternativas e/ou exercícios físicos para as pessoas qualificadas como acima do peso ou obesas.

Entretanto, a correlação entre um IMC alto e o aumento no risco de mortalidade nem sempre foi definitivo. Diversas metanálises destacaram a falta de mérito qualitativo do IMC em relação às medidas para o risco de mortalidade.A relação entre IMC e longevidade

A primeira delas, um estudo publicado no Jornal Americano de Nutrição Clínica (American Journal of Clinical Nutrition), em abril de 2014, não descobriu nenhuma associação entre uma pessoa classificada como “acima do peso” no IMC e um maior risco de mortalidade.

O segundo estudo, que apareceu na edição de janeiro de 2014 de Progresso em Doenças Cardiovasculares (Progress in Cardiovascular Diseases), revelou que pessoas fora de forma carregavam o dobro do risco de mortalidade, comparando-se com as pessoas em forma e dentro do peso ideal, independente do IMC. Isso é, pessoas acima do peso ou obesas, porém em forma, possuem riscos de mortalidade similares comparando-se com as pessoas com o peso ideal e em forma.

Conclusão: As classificações do IMC carregam menos peso do que o imaginado anteriormente em relação a história de longevidade, mas a “saúde corpórea” aparentemente desempenha um papel de mais destaque.

O estudo que marcou esta resenha, recentemente publicado no Diário Americano de Medicina (The American Journal of Medicine), elevou estas descobertas em um degrau — descobrindo o que poderia ser melhor do que o IMC para prever a longevidade da vida — e possivelmente alterando o panorama em relação à maneira com que os médicos diagnosticam e tratam os problemas de saúde relacionados ao peso.

Os autores do estudo sugeriram que a massa muscular pode ser um meio melhor de se calcular a longevidade, em vez do IMC.

Os pesquisadores acessaram as causas de mortalidade em 3.659 participantes (homens com 55 anos ou mais e mulheres com 65 anos ou mais no início do estudo) 10 anos após as medidas finais terem sido coletadas.

Todos os participantes tiveram um acompanhamento e foram verificados durante 6 anos. Acontece que o índice de massa muscular em geral foi um indicador muito mais preciso, comparando-se com as classificações baseadas em IMC.

A massa corporal total é uma medida tanto da gordura quantos dos músculos, tecidos com processos metabólicos muito diferentes, e consequências para o corpo. Os autores do estudo concluíram que talvez seja melhor os médicos direcionarem seu foco para o ganho de massa muscular quando forem recomendar um estilo de vida mais saudável.

Em vez de estruturarem alimentação saudável em torno de uma limitação no consumo de calorias, dietas para melhorar a saúde, os médicos deveriam recomendar uma maximização nos exercícios físicos, especialmente os exercícios de musculação (agachamentos, supino, etc), que são conhecidos por ajudar no ganho de massa muscular.

Como regra geral, satisfazer uma vontade consumindo chocolate pode não ser tão ruim, mas deixar de fazer exercícios físicos deve, agora, fazer você pensar duas vezes a respeito das consequências desta decisão.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRY, Vaughn W. et al. Fitness vs. fatness on all-cause mortality: a meta-analysis, Amsterdã, v. 56. 2014. Disponível em: <http://www.onlinepcd.com/article/S0033-0620(13)00155-2/fulltext>. Acesso em: 27 jul. 2016.

SRIKANTHAN, Preethi;  KARLAMANGLA.  Arun S. Muscle Mass Index As a Predictor of Longevity in Older Adults. The American journal of medicine, Los Angeles, V.  127, n. 6, jun.  2014. Disponível em: <http://www.amjmed.com/article/S0002-9343(14)00138-7/pdf>. Acesso em 27 jul. 2016.

WINTER, Jane E. et al. BMI and all-cause mortality in older adults: a meta-analysis. The American Journal of Clinical Nutrition. Rockville. v. 99, n. 4. apr. 2014. Disponível em: <http://ajcn.nutrition.org/content/99/4/875.long>. Acesso em: 24 jul. 2016.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Who Expert Committee: physical status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva, n. 854, 1995. Disponível em: <http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/37003/1/WHO_TRS_854.pdf>. Acesso em 24 jul. 2016. (Technical Report Series).

Time formado por redatores com pós graduação e/ou doutorado nas áreas de saúde, dieta, suplementação e/ou treino, além de convidados especialistas em suas áreas.

Saiba qual o melhor indicador de longevidade

O Índice de Massa Corporal (IMC), uma medida baseada na gordura do corpo com altura e peso, já foi considerado, por muito tempo, um indicador confiável para riscos de doenças e, portanto, para a longevidade. Estudos mais recentes, no entanto, encontraram um indicador ainda melhor para a longevidade.

De acordo com a agência Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos , uma pessoa encaixada na categoria “Obesa” possui grandes chances de contrair doenças cardiovasculares (doenças coronárias, derrame e pressão alta), diabetes tipo 2, câncer (endometrial, de mama e cólon), colesterol alto, doenças na vesícula biliar e fígado, e outros distúrbios.

Como calcular o IMC

O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo, se o seu peso for 80kg e a sua altura for 1,80m, a fórmula para calcular o IMC ficará:

IMC = 80 ÷ 1,80²
IMC = 80 ÷ 3,24
IMC = 24,69

Você pode utilizar a tabela de IMC abaixo para consultar o seu resultado:

Resultado Situação
Abaixo de 17 Muito abaixo do peso
Entre 17 e 18,49 Abaixo do peso
Entre 18,5 e 24,99 Peso normal
Entre 25 e 29,99 Acima do peso
Entre 30 e 34,99 Obesidade grau I
Entre 35 e 39,99 Obesidade grau II (severa)
Acima de 40 Obesidade grau III (mórbida)

O melhor indicador de longevidade

Os médicos podem usar, com frequência, o IMC como um diagnóstico para medir a obesidade e para recomendar dietas alternativas e/ou exercícios físicos para as pessoas qualificadas como acima do peso ou obesas.

Entretanto, a correlação entre um IMC alto e o aumento no risco de mortalidade nem sempre foi definitivo. Diversas metanálises destacaram a falta de mérito qualitativo do IMC em relação às medidas para o risco de mortalidade.A relação entre IMC e longevidade

A primeira delas, um estudo publicado no Jornal Americano de Nutrição Clínica (American Journal of Clinical Nutrition), em abril de 2014, não descobriu nenhuma associação entre uma pessoa classificada como “acima do peso” no IMC e um maior risco de mortalidade.

O segundo estudo, que apareceu na edição de janeiro de 2014 de Progresso em Doenças Cardiovasculares (Progress in Cardiovascular Diseases), revelou que pessoas fora de forma carregavam o dobro do risco de mortalidade, comparando-se com as pessoas em forma e dentro do peso ideal, independente do IMC. Isso é, pessoas acima do peso ou obesas, porém em forma, possuem riscos de mortalidade similares comparando-se com as pessoas com o peso ideal e em forma.

Conclusão: As classificações do IMC carregam menos peso do que o imaginado anteriormente em relação a história de longevidade, mas a “saúde corpórea” aparentemente desempenha um papel de mais destaque.

O estudo que marcou esta resenha, recentemente publicado no Diário Americano de Medicina (The American Journal of Medicine), elevou estas descobertas em um degrau — descobrindo o que poderia ser melhor do que o IMC para prever a longevidade da vida — e possivelmente alterando o panorama em relação à maneira com que os médicos diagnosticam e tratam os problemas de saúde relacionados ao peso.

Os autores do estudo sugeriram que a massa muscular pode ser um meio melhor de se calcular a longevidade, em vez do IMC.

Os pesquisadores acessaram as causas de mortalidade em 3.659 participantes (homens com 55 anos ou mais e mulheres com 65 anos ou mais no início do estudo) 10 anos após as medidas finais terem sido coletadas.

Todos os participantes tiveram um acompanhamento e foram verificados durante 6 anos. Acontece que o índice de massa muscular em geral foi um indicador muito mais preciso, comparando-se com as classificações baseadas em IMC.

A massa corporal total é uma medida tanto da gordura quantos dos músculos, tecidos com processos metabólicos muito diferentes, e consequências para o corpo. Os autores do estudo concluíram que talvez seja melhor os médicos direcionarem seu foco para o ganho de massa muscular quando forem recomendar um estilo de vida mais saudável.

Em vez de estruturarem alimentação saudável em torno de uma limitação no consumo de calorias, dietas para melhorar a saúde, os médicos deveriam recomendar uma maximização nos exercícios físicos, especialmente os exercícios de musculação (agachamentos, supino, etc), que são conhecidos por ajudar no ganho de massa muscular.

Como regra geral, satisfazer uma vontade consumindo chocolate pode não ser tão ruim, mas deixar de fazer exercícios físicos deve, agora, fazer você pensar duas vezes a respeito das consequências desta decisão.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRY, Vaughn W. et al. Fitness vs. fatness on all-cause mortality: a meta-analysis, Amsterdã, v. 56. 2014. Disponível em: <http://www.onlinepcd.com/article/S0033-0620(13)00155-2/fulltext>. Acesso em: 27 jul. 2016.

SRIKANTHAN, Preethi;  KARLAMANGLA.  Arun S. Muscle Mass Index As a Predictor of Longevity in Older Adults. The American journal of medicine, Los Angeles, V.  127, n. 6, jun.  2014. Disponível em: <http://www.amjmed.com/article/S0002-9343(14)00138-7/pdf>. Acesso em 27 jul. 2016.

WINTER, Jane E. et al. BMI and all-cause mortality in older adults: a meta-analysis. The American Journal of Clinical Nutrition. Rockville. v. 99, n. 4. apr. 2014. Disponível em: <http://ajcn.nutrition.org/content/99/4/875.long>. Acesso em: 24 jul. 2016.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Who Expert Committee: physical status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva, n. 854, 1995. Disponível em: <http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/37003/1/WHO_TRS_854.pdf>. Acesso em 24 jul. 2016. (Technical Report Series).

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