Como tomar chá verde e obter os melhores resultados?

Com propriedades muito além do emagrecimento, o chá verde é um poderoso fitoterápico com ação comprovada por diversas pesquisas científicas. Alguns de seus benefícios são a prevenção de diabetes, hiperlipidemia, câncer e outras doenças crônicas. Mas como tomar chá verde para obter os melhores resultados?

Os componentes do chá verde:

O extrato de chá verde pode conter os seguintes componentes:

  • Polifenóis: catequinas, ácidos fenólicos, taninos e flavonóis (kaempferol, quercetina, miricitina e rutina)
  • Xantinas: cafeína e outros estimulantes (teobromina and teofilina)
  • Vitaminas: vitaminas C e B
  • Aminoácidos: L-teanina
  • Microelementos: alumínio, fluoretos, manganês
  • Óleos essenciais

Os principais ingredientes ativos no chá verde incluem a cafeína, flavonóides específicos (que agem como antioxidantes) e catequinas. Dentre as catequinas, o galato de epigalocatequina (EGCG) é o mais potente, responsável por grande parte do poder antioxidante, antiinflamatório e anticarcinogênico do chá verde.

Os componentes potencialmente prejudiciais

Tenha em mente que alguns dos componentes do chá verde apresentam riscos. Por exemplo, em altas dosagens, o consumo de cafeína pode ser prejudicial à saúde. Segundo a FDA, mais do que 400 mg de cafeína por dia pode causar irritação gastrointestinal, tremor muscular e palpitações.

Além da cafeína, as folhas de chá verde também tendem a acumular alumínio do solo. A exposição crônica ao alumínio (mais de 20mg/dia para uma pessoa de aproximadamente 68kg)  demonstrou causar Alzheimer. Apesar de uma xícara de chá preto possuir menos de 1mg de alumínio, é bom ter consciência de que o excesso pode ser prejudicial.

Infusão ou suplemento? Como tomar chá verde?

Infusão de Chá Verde

O preparo do chá verde não é uma técnica precisa. A temperatura da água varia, o tempo de infusão, a quantidade de folhas e a marca do chá afetam o resultado final. Pesquisas mostram que o processo de infusão mantém a qualidade e quantidade de componentes benéficos do chá. Em um estudo a infusão apresentou entre 87 e 106 mg de polifenóis por grama do chá desidratado, dos quais 52 a 84 mg eram catequinas. Além disso foram encontradas entre 11 e 20 mg de cafeína no chá desidratado. Considerando uma proporção de 3g de erva por xícara, o estudo estima que 405g de catequinas sejam consumidas por dia em 2 xícaras de chá verde.

Muitas pessoas adicionam leite e/ou limão ao chá. Em estudos com chá branco, a adição de limão parece potencializar a extração de polifenóis das folhas. Mas o suco de limão também aumenta a absorção de alumínio pelo nosso corpo, o que pode se tornar tóxico dependendo da quantidade e frequência que se toma o chá. O leite parece não afetar a biodisponibilidade de catequinas e nem os níveis de catequinas no sangue após o consumo dos chás.

LEIA TAMBÉM: Alimentos termogênicos naturais: Os ingredientes que auxiliam na queima de gordura

Cápsulas de chá verde

Os suplementos de chá verde em geral são feitos com extrato de polifenóis ou catequinas. As folhas de chá verde são pulverizadas e depois submetidas a solventes orgânicos para isolar os polifenóis das folhas. De acordo com pesquisas, os polifenóis do chá são mais solúveis em solventes solúveis do que em água fervente, o que faz com que o aproveitamento de catequinas por grama de chá verde seja maior. Comparado à infusão, o suplemento de chá verde tende a apresentar menor quantidade dos demais componentes presentes nas folhas, logo pode-se dizer que nos suplementos existem menos ingredientes não essenciais ou potencialmente danosos, como a cafeína, o alumínio e outros metais pesados.

A Labdoor testou 25 suplementos de chá verde e descobriu que alguns deixam a desejar na qualidade e precisão do rótulo. Portanto, se você decidir tomar cápsulas em ao invés da infusão cheque nossos rankings aqui antes de escolher uma marca.

Referências
Chacko SM, et al. (2010). Beneficial effects of green tea: A literature review. Chin Med. 5:13. doi: 10.1186/11749-8546-5-13.
Chow SH, et al. (2003). Pharmacokinetics and Safety of Green Tea Polyphenols after Multiple-Dose Administration of Epigallocatechin Gallate and Polyphenon E in Healthy Individuals. Clin Cancer Res. 9:3312.
Euromonitor. (2015). Tea in the US – Country Report.
Friedman M, et al. (2006). HPLC analysis of catechins, theaflavins, and alkaloids in commercial teas and green tea dietary supplements: Comparison of water and 80% ethanol/water extracts. Journal of Food Science. 71:C328-338. doi: 10.1111/j.1750-3841.2006.00090.x.
Gadkari PV, et al. (2014). Catechin concentrates of garden tea leaves (Camellia sinensis L.): extraction/isolation and evaluation of chemical composition. Journal of the Science of Food and Agriculture. 94:2921-2928. doi: 10.1002/jsfa.6633.
Grand View Research. (2014). Tea Polyphenols Market Analysis By Application (Functional beverages, Functional food, Dietary supplements) By Product (Green tea, Oolong tea, Black tea) and Segment Forecasts to 2020.
Henning SM, et al. (2004). Bioavailability and antioxidant activity of tea flavanols after consumption of green tea, black tea, or a green tea extract supplement. Am J Clin Nutr. 80(6):1558-1564.
Keating B, et al. (2014). Sales of tea & herbal tea increase 5.9% in United States in 2013: 2014 tea sales on track to set a record. HerbalEGram.
Kumar S & Pandey AK. (2013). Chemistry and Biological Activities of Flavonoids: An Overview. The Scientific World Journal. doi: 10.1155/2013/162750.
McKay DL & Blumberg JB. (2002). The role of tea in human health: An update. J Am Coll Nutr. 21:1-13.
Nutrition Business Journal. (2011). NBJ’s Supplement Business Report – An analysis of markets, trends, competition, and strategy in the U.S. dietary supplement industry.
Rusak G, et al. (2008). Phenolic content and antioxidant capacity of green and white tea extracts depending on extraction conditions and the solvent used. Food Chemistry. 110(4):852-858.
Sumathi T, et al. (2015). Protective effect of L-theanine against aluminum induced neurotoxicity in cerebral cortex, hippocampus and cerebellum of rat brain – histopathological, and biochemical approach. Drug Chem Toxicol. 38(1):22-31. doi: 10.3109/01480545.2014.900068.
Walton JR. (2014). Chronic aluminum intake causes Alzheimer’s disease: applying Sir Austin Bradford Hill’s causality criteria. J Alzheimers Dis. 40(4):765-838. doi: 10.3233/JAD-132204.
World Health Organization. (2006). Safety evaluation of certain contaminants in food. FAO Food Nutr Pap. 82:1-778.
Writing Labdoor
Time formado por redatores com pós graduação e/ou doutorado nas áreas de saúde, dieta, suplementação e/ou treino, além de convidados especialistas em suas áreas.

Como tomar chá verde e obter os melhores resultados?

Com propriedades muito além do emagrecimento, o chá verde é um poderoso fitoterápico com ação comprovada por diversas pesquisas científicas. Alguns de seus benefícios são a prevenção de diabetes, hiperlipidemia, câncer e outras doenças crônicas. Mas como tomar chá verde para obter os melhores resultados?

Os componentes do chá verde:

O extrato de chá verde pode conter os seguintes componentes:

  • Polifenóis: catequinas, ácidos fenólicos, taninos e flavonóis (kaempferol, quercetina, miricitina e rutina)
  • Xantinas: cafeína e outros estimulantes (teobromina and teofilina)
  • Vitaminas: vitaminas C e B
  • Aminoácidos: L-teanina
  • Microelementos: alumínio, fluoretos, manganês
  • Óleos essenciais

Os principais ingredientes ativos no chá verde incluem a cafeína, flavonóides específicos (que agem como antioxidantes) e catequinas. Dentre as catequinas, o galato de epigalocatequina (EGCG) é o mais potente, responsável por grande parte do poder antioxidante, antiinflamatório e anticarcinogênico do chá verde.

Os componentes potencialmente prejudiciais

Tenha em mente que alguns dos componentes do chá verde apresentam riscos. Por exemplo, em altas dosagens, o consumo de cafeína pode ser prejudicial à saúde. Segundo a FDA, mais do que 400 mg de cafeína por dia pode causar irritação gastrointestinal, tremor muscular e palpitações.

Além da cafeína, as folhas de chá verde também tendem a acumular alumínio do solo. A exposição crônica ao alumínio (mais de 20mg/dia para uma pessoa de aproximadamente 68kg)  demonstrou causar Alzheimer. Apesar de uma xícara de chá preto possuir menos de 1mg de alumínio, é bom ter consciência de que o excesso pode ser prejudicial.

Infusão ou suplemento? Como tomar chá verde?

Infusão de Chá Verde

O preparo do chá verde não é uma técnica precisa. A temperatura da água varia, o tempo de infusão, a quantidade de folhas e a marca do chá afetam o resultado final. Pesquisas mostram que o processo de infusão mantém a qualidade e quantidade de componentes benéficos do chá. Em um estudo a infusão apresentou entre 87 e 106 mg de polifenóis por grama do chá desidratado, dos quais 52 a 84 mg eram catequinas. Além disso foram encontradas entre 11 e 20 mg de cafeína no chá desidratado. Considerando uma proporção de 3g de erva por xícara, o estudo estima que 405g de catequinas sejam consumidas por dia em 2 xícaras de chá verde.

Muitas pessoas adicionam leite e/ou limão ao chá. Em estudos com chá branco, a adição de limão parece potencializar a extração de polifenóis das folhas. Mas o suco de limão também aumenta a absorção de alumínio pelo nosso corpo, o que pode se tornar tóxico dependendo da quantidade e frequência que se toma o chá. O leite parece não afetar a biodisponibilidade de catequinas e nem os níveis de catequinas no sangue após o consumo dos chás.

LEIA TAMBÉM: Alimentos termogênicos naturais: Os ingredientes que auxiliam na queima de gordura

Cápsulas de chá verde

Os suplementos de chá verde em geral são feitos com extrato de polifenóis ou catequinas. As folhas de chá verde são pulverizadas e depois submetidas a solventes orgânicos para isolar os polifenóis das folhas. De acordo com pesquisas, os polifenóis do chá são mais solúveis em solventes solúveis do que em água fervente, o que faz com que o aproveitamento de catequinas por grama de chá verde seja maior. Comparado à infusão, o suplemento de chá verde tende a apresentar menor quantidade dos demais componentes presentes nas folhas, logo pode-se dizer que nos suplementos existem menos ingredientes não essenciais ou potencialmente danosos, como a cafeína, o alumínio e outros metais pesados.

A Labdoor testou 25 suplementos de chá verde e descobriu que alguns deixam a desejar na qualidade e precisão do rótulo. Portanto, se você decidir tomar cápsulas em ao invés da infusão cheque nossos rankings aqui antes de escolher uma marca.

Referências
Chacko SM, et al. (2010). Beneficial effects of green tea: A literature review. Chin Med. 5:13. doi: 10.1186/11749-8546-5-13.
Chow SH, et al. (2003). Pharmacokinetics and Safety of Green Tea Polyphenols after Multiple-Dose Administration of Epigallocatechin Gallate and Polyphenon E in Healthy Individuals. Clin Cancer Res. 9:3312.
Euromonitor. (2015). Tea in the US – Country Report.
Friedman M, et al. (2006). HPLC analysis of catechins, theaflavins, and alkaloids in commercial teas and green tea dietary supplements: Comparison of water and 80% ethanol/water extracts. Journal of Food Science. 71:C328-338. doi: 10.1111/j.1750-3841.2006.00090.x.
Gadkari PV, et al. (2014). Catechin concentrates of garden tea leaves (Camellia sinensis L.): extraction/isolation and evaluation of chemical composition. Journal of the Science of Food and Agriculture. 94:2921-2928. doi: 10.1002/jsfa.6633.
Grand View Research. (2014). Tea Polyphenols Market Analysis By Application (Functional beverages, Functional food, Dietary supplements) By Product (Green tea, Oolong tea, Black tea) and Segment Forecasts to 2020.
Henning SM, et al. (2004). Bioavailability and antioxidant activity of tea flavanols after consumption of green tea, black tea, or a green tea extract supplement. Am J Clin Nutr. 80(6):1558-1564.
Keating B, et al. (2014). Sales of tea & herbal tea increase 5.9% in United States in 2013: 2014 tea sales on track to set a record. HerbalEGram.
Kumar S & Pandey AK. (2013). Chemistry and Biological Activities of Flavonoids: An Overview. The Scientific World Journal. doi: 10.1155/2013/162750.
McKay DL & Blumberg JB. (2002). The role of tea in human health: An update. J Am Coll Nutr. 21:1-13.
Nutrition Business Journal. (2011). NBJ’s Supplement Business Report – An analysis of markets, trends, competition, and strategy in the U.S. dietary supplement industry.
Rusak G, et al. (2008). Phenolic content and antioxidant capacity of green and white tea extracts depending on extraction conditions and the solvent used. Food Chemistry. 110(4):852-858.
Sumathi T, et al. (2015). Protective effect of L-theanine against aluminum induced neurotoxicity in cerebral cortex, hippocampus and cerebellum of rat brain – histopathological, and biochemical approach. Drug Chem Toxicol. 38(1):22-31. doi: 10.3109/01480545.2014.900068.
Walton JR. (2014). Chronic aluminum intake causes Alzheimer’s disease: applying Sir Austin Bradford Hill’s causality criteria. J Alzheimers Dis. 40(4):765-838. doi: 10.3233/JAD-132204.
World Health Organization. (2006). Safety evaluation of certain contaminants in food. FAO Food Nutr Pap. 82:1-778.

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